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A estagnação dos leitores digitais no mercado tecnologico

13/10/2017 as 02:52 | Categoria: Tecnologia

A estagnação dos leitores digitais no mercado tecnologico

Em 2011, a Amazon anunciava o primeiro Kindle. Um dispositivo que seria semelhante a um tablet mas com apenas uma função: possibilitar uma leitura sem restrições, sem aborrecimentos, sem impedimentos.

O Kindle foi um sucesso no seu primeiro ano de estréia, mas com o passar dos anos as vendas esfriaram. Após 7 anos de Kindle, 8 gerações, o dispositivo é praticamente o mesmo.

Além da leitura noturna não temos muita coisa diferente no dispositivo, e o mesmo pode-se dizer para o Lev - e-reader da Saraiva - que não teve um caminho muito diferente do Kindle.

Por que empresas como Amazon e Saraiva não conseguem impulsionar essas tecnologias? Listamos três motivos que justifiquem essa estagnação.


Demanda

Como dito anteriormente, o Kindle foi um sucesso apenas no primeiro ano de vendas, logo depois, houve uma queda brusca na demanda por dispositivos Kindle.

Atualmente, a Amazon realiza constantemente promoções para tentar impulsionar o Kindle aos consumidores, mas os resultados não são muito significativos. É possível ver nas ruas que a tecnologia não conquistou os consumidores.


O triunfo dos smartphones

Os smartphones podem ser um monitor de saúde, um videogame, uma câmera e um e-reader. O fato de você ter um leitor digital além de tudo o mais que você precisa para sobreviver no dia a dia em apenas um dispositivo deixa o Kindle no escanteio.

Apesar não ter a mesma qualidade de leitura que um Kindle, os aplicativos de leitura para smartphones são gratuitos e suportam mais formatos, e uma quantidade maior de livros já que um celular possui uma memória muito mais elevada.


Sem tirar, nem por

O objetivo dos leitores digitais são simples: fornecer uma leitura agradável. E parece que a tecnologia atingiu seu objetivo, com o Kindle não tem os flashs azuis, você tem um dicionário embutido, pode colocar PDFs, qualquer coisa a mais seria um desperdício de tecnologia e poderia comprometer o objetivo principal que é fornecer a leitura sem distrações.

Inovações simples como incluir suporte à novos formatos ou memória expansiva não é vantajoso para as desenvolvedoras de leitores digitais, já que as mesmas procuram impulsionar suas vendas de livros digitais e essas tecnologias favoreceriam o download de PDFs pela internet.

Em outras palavras, o Kindle e outros leitores digitais podem ter atingido seu ápice. Caso Jeff Bezos não tenha um de seus lampejos de genialidade, gerações futuras de e-readers são praticamente insignificantes.

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